USA, será a queda de um gigante ou um precalço!?
Comentários November 27th, 2007
Olá. Por hoje chega de telemoveis, voip e wifi e vou-vos falar de outro tema. Estive agora a ler um artigo do blog do Leo Baiano que me causou um click! É verdade, que procuro formas de rentabilizar a minha presença online, nomeadamente através dos meus blogs e que, a queda do Dólar face ao Euro reduz em muito os ganhos obtidos, visto que a grande maioria dos programas de afiliados trabalham tendo o Dólar com moeda base. Por outro lado, eu não sou nenhum entendido, mas esta valorização do Euro face ao Dólar a todos nos tem ajudado, por exemplo, nos preço dos combustíveis. Se estão caros com o Euro a valer 1.48$ (Dólares), imaginem se houvesse paridade monetária entre as duas divisas (1€ = 1$), os nossos combustíveis estariam “só” 48% mais caros (mais coisa menos coisa)!!
Longe de mim qualquer tipo de sentimento antí-americano, no entanto não podemos negar a sua “supremacia” que a muito se tem devido ao seu poderio militar e económico. A história ensina-nos que todos os grandes tombam, não fôssemos nós descendencia directa dos senhores do mundo nos séculos XV e XVI, altura de descobrimentos, que apenas conseguiu ser “imitada” pelos americanos e russos na conquista espacial 500 anos depois, portanto, não tenhamos nós a memória curta, até porque esse império durou até à meio século atrás, embora já em total decadência, convenhamos. Mas seguindo o raciocínio, basta-nos reparar nos sinais do mundo e constatar que a China é hoje uma potência emergente, e que uma potência apenas emerge perante decadência da potência dominante. Ninguém desejaria ver a China e os Estados Unidos a medir forças, e também ninguém se arriscaria a apostas certas. De facto, o regime político chinês aproveitou ao máximo a guerra fria e o facto de os holofotes estarem apontados noutra direcção para, paulatinamente, se desenvolverem militarmente a níveis que ninguém arrisca quantificar e economicamente, a um nível difícil de negar ou contrariar.
Porém, onde a queda do Dólar pode realmente abalar as bases do gigante, é exactamente no ponto focado pelo Leo Baiano. Quase todos os países do mundo têm uma divida externa para com os Estados Unidos, divida essa que é jogada sem pudor, como trunfo sempre que necessário. A queda acentuada do Dólar, tem como consequência directa uma redução instantânea da divida externa dos países cujas divisas se fortaleçam face ao Dólar, como é o caso do Brasil e dos países da zona euro. Ou seja, com o Dólar a baixar e Euro a subir, não só nos afirmamos, nós europeus, através do Euro como uma potencia mundial, pois até já se fala na possibilidade de mudar as principais cotações do Dólar para o Euro, como reduzimos a dívida externa, enquanto que, com alguma dificuldade, é certo, vamos suportando os sucessivos aumentos do petróleo.
Um aparte para as petrolíferas a operar na Europa, que se escudam na cotação do barril de petróleo para os sucessivos aumentos. A matemática nestas coisas nunca é uma ciência exacta, pois os “grandes” arranjam sempre umas variáveis a gosto, mas porque raio sobem os combustíveis baseado no preço do petróleo em Dólares!? Senão vejamos, à cerca de 3 meses o Euro valia 1.32$ e hoje vale 1.48$. Quer dizer que em cada 100€ cambiados, ganhámos 16$. Se o barril custava 80$ e agora custa 100$ (+/-) não será o aumento de apenas 4$ para os europeus!? Claro, temos de contar com as “variáveis” dos lobbies!
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